1. Propomos divulgar temas e/ou teses que não foram alvo de estudo da Filosofia académica. Temos por isso o objectivo trazer à Filosofia temas que lhe são alheios e que por ela foram ignorados ao longo da tradição filosófica.

2. Trataremos teses ou temas filosóficos que foram tratados pela tradição, mas de modo arrigoroso e assistemático.

3. Faremos pouco (uso) da metodologia filosófica.

4. Queremos filosofar tudo. Tudo há-de ser abarcado pela Filosofia. Sem excepções.

5. Criticar teses da tradição e a própria metodologia da Filosofia – pois esta não deve ter método, deve tão somente ser Filosofia.

6. Estamos fartos de etiquetas da burguesia pós-vitoriana. Comprometemo-nos a tratar todos os pensadores da tradição (até à actualidade) pelo primeiro nome, sendo que se abreviará o seu apelido. Com isto homenageamos o pensamento dialógico de Martin B. e quebramos as formalidades e etiquetas de que são vítimas todos os que querem pensar com os filósofos.

7. Propomos quebrar as distâncias e aproximar-nos amistosamente dos pensadores, para pensar-com-eles na verdadeira acepção da palavra e não somente de os pensar, como faz a tradição, e cuja relação é manifestada ao chamá-los pelo apelido.

8. Temos Vontade de Poder que o Circo de Viana seja uma autentica demonstração de Philia. E por isso tratar-nos-emos uns aos outros pelo primeiro nome. Queremos que as mónadas da Filosofia, o seu Núnemo, sejam a Amizade. Queremos que o trabalho do Circo seja um autentico exercício de Philia.

9. O Circo de Viana é círculo paradoxal. O Circo é um círculo mas muito mais do que isso. Porque um círculo é por essência fechado mas o nosso é aberto. É aberto não só no seu pensamento mas também a pensadores. Por isso todos podem participar. O nosso objectivo não é somente filosofar sobre tudo mas também que todos o façam.

10. O Circo de Viana é a exaltação e celebração festiva de todas as formas de vida e de pensar. O circo é metáfora da festividade, pois nos circos é celebrada a existência a cada momento. Mas a nossa festividade maior é a liberdade, e o pensar. Quando as duas se unem temos o Circo de Viana.

11. O Circo de Viana inspira-se na estrutura do circo para constituir a sua própria instituição livre e racional. Porém o circo comum mostra-se paradoxal, pois se ele é a celebração da vida, é-o de modo forçado. O circo em si é uma instituição que se equilibra entre o festivo e o aberrativo. Uma vez que os animais são vitimas de imposição, e a sua celebração não é livre nem espontânea. Dai os membros do Circo de Viana olharem para si mesmos como os animas que anseiam pela liberdade. A maior volúpia para nós é libertarmo-nos das (im)posições da tradição.

12. Nos circos dá-se uma hominização dos animais. Na sociedade, uma animalização dos Homens, tentando demover a sua racionalidade. No Circo de Viana tentaremos restituir ao homem o que é do Homem: A razão. Retiraremos o Homem da actual mediocridade e inactividade mental ao qual as sociedades contemporâneas o confinam. O Circo de Viana é portanto uma tarefa animal, mas com fins humanitários.

13. O erro e a correcção são a Natura Naturans do Circo de Viana. Nós enquanto seres vivos vamos emendar os erros e aberrações cometidos pelo Homem na tradição filosófica.

14. O Circo de Viana, ao inspirar-se na estrutura do circo necessita também de um estábulo. O estábulo é a alegoria da aberração e do aprisionamento. Enquanto a tenda do circo é o palco da festividade, o estábulo esconde a vergonha e os maus tratos. É neste espaço que sentimos que vivemos e existimos quotidianamente, e é aqui mesmo que juntos preparamos a revolta, mirando a restituição da liberdade de pensar livremente. Do estábulo passaremos então à plena manifestação das nossas liberdades no centro do Circo de Viana!

15. O Circo de Viana é pois uma homenagem a todos as vitimas de repressão, e uma apologia da liberdade. Giordano B. estaremos sempre contigo no estábulo a preparar o caminho para a liberdade.

16.

Ass.:

Pedro O.

Paulo S.

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